
A Força Aérea dos Estados Unidos enfrenta dificuldades para impedir incursões de drones sobre bases militares consideradas estratégicas, segundo autoridades americanas e relatórios recentes sobre segurança aérea.
A declaração foi feita pelo tenente-general David Tabor durante uma audiência do Subcomitê de Poder Marítimo e Forças de Projeção do Comitê de Serviços Armados da Câmara, realizada em 13 de maio.
Questionado sobre episódios envolvendo drones na Base Aérea de Barksdale, no estado da Louisiana, o oficial afirmou que os recursos atualmente disponíveis “não são suficientes” para enfrentar ameaças futuras.
A Base de Barksdale é uma das instalações mais sensíveis da Força Aérea americana. A base abriga o comando da Oitava Força Aérea e o Air Force Global Strike Command, responsáveis pela frota de bombardeiros estratégicos dos EUA, incluindo os aviões B-52 Stratofortress e o novo B-21 Raider.
Segundo Tabor, a Força Aérea ainda tenta definir exatamente quais capacidades seriam necessárias para garantir uma proteção eficaz contra drones em bases domésticas. A preocupação vai além da simples violação de espaço aéreo: drones podem ser usados para reconhecimento, espionagem e até sabotagem contra infraestrutura militar crítica.
+ Força Aérea dos EUA concede contrato de US$ 82 milhões à Ansys
O tema ganhou ainda mais relevância após a proliferação do uso de drones em conflitos recentes, especialmente na guerra da Ucrânia e nos confrontos no Oriente Médio. Autoridades americanas vêm alertando que aeronaves não tripuladas de baixo custo têm conseguido desafiar sistemas tradicionais de defesa aérea.
Especialistas apontam que o desafio é complexo porque drones pequenos voam lentamente, em baixas altitudes e possuem assinatura reduzida em radares, dificultando a interceptação.
Foto: Hailey Farrell. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
